segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Desabafo detrás da porta!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O que tá faltando?
Tá faltando uma coisa que eu já vivi, mas não sei dizer o quê.
Tá faltando o cheiro bom que nasce do nada, do nosso nada, que permeia os melhores momentos e nos guarda as melhores lembranças.
Tá faltando o nossa olhar em direção ao lago, e que vê o melhor mundo que poderia existir.
Tá faltando nossa vibração perante todas as coisas, até mesmo numa caminhada sem chegada prevista.
Tá faltando um grito disparado a qualquer canto e que é transformado pelo mais improvável ser que o consiga escutar.
Tá faltando o que vai contra a gravidade, tá faltando o viscoso, e a dor, e o amor, e ainda mais dor, sempre mais dor... Tá faltando Vida.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Não me olhe!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O que me imobiliza.
É o meu tempo de falsidade, não queria vê-la próxima de mim... O que fazer quando o único capaz de me tocar no amor nem tem qualquer pele perto da minha? Maquilo sorrisos que só machucam minha face e meus dizeres estão longe de serem verdadeiros, são antes idealizados. Minha carne está costurada, e possui uma absoluta pressão, o que está dentro quer ser exposto, mas há algo que o trava. A rejeição me calou para você e a tristeza se apossou de mim. Reconquistei o olhar que eu tive durante meus 11 anos: o de uma menina solitária que é incapaz de movimentar o amor.
O movimento desejado
Preciso ser rasgada em todos os meus ângulos, sinto uma fúria em mim que pede isto. Eu não sei me deixar ser acometida pela mudança, logo eu que creio necessitar tanto dela. Há horas penso que até sua pena me deixaria feliz, justamente o sentimento que sempre repudiei. Quão alto está o meu nível de inferioridade como ser? Até mesmo o ódio eu aceitaria com bons olhos se este viesse de você. E a ventania que chega levando tudo, fazendo bagunça? Por que não se aproxima de mim? Quero ser rasgada de novo, mas involuntariamente impeço o ato que poderia me salvar. Gostaria de mandar em mim mesma um dia, assim deixaria de só esperar na vida.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sujeira Solitária
Adoeceram meus ouvidos as tuas palavras, o seu estar vivendo numa ilusão, para mim é visto como a mais prazerosa dor. Tenho me notado dentro de uma concha sensível, espero por um milagre. Penso nas sombras nas paredes e me vejo em qualquer uma delas... Quem as percebe? Talvez eu e mais alguns por aí como você! Já tentei dissipar todo o sentir que há em mim, mas a sujeira esconde-se embaixo do tapete, na lateral da porta do meu quarto e em lugares que nem mais eu encontro. São tantos perdidos por aí... Meu lixo orgânico está crescendo sem par e sem possibilidades de encontro.
O quem que você não vê
Tem muita respiração te olhando, uma pena você não sentir os meus pés neste meio. Pensei em um segundo especial em ver a vista da janela da minha sala de modo extraordinário, mas a coragem me faltou e meus membros ficaram intactos. A solução para sua falta de percepção ou minha destinação a ser oculta talvez esteja na linha alta do improvável. E no caminho do seu rastro eu ainda espero você olhar para trás.
